No comércio, quase toda dúvida tem um horário. O sistema diz que às 15h47 saiu uma venda estranha. O que resolve é abrir o vídeo das 15h47. Se aquele minuto não foi gravado, a conferência não acontece.
O que costuma dar problema
- Diferença de caixa no fechamento. Você tem o horário exato pelo sistema. Falta o vídeo daquele minuto.
- Troca de produto na gôndola. A pessoa põe o caro dentro da caixa do barato. É movimento comum, sem nada que chame atenção.
- Venda cancelada e desconto sem motivo. Aqui o vídeo do caixa junto com o cupom mostra o que houve.
- Reclamação de atendimento. O cliente conta uma versão, o funcionário conta outra.
- Queda dentro da loja. Vira processo, e o que se discute é se o piso estava molhado e há quanto tempo. Isso é o antes, não o instante.
- Posto e conveniência: saída sem pagar, discussão de abastecimento e a madrugada, que é parada e justamente quando acontece assalto.
Por que gravar só o movimento não serve no varejo
Loja aberta é movimento o dia inteiro, então a detecção dispara sem parar e não filtra nada. Já de madrugada, com a loja fechada, o problema é o contrário: um vulto lento pode não disparar nada, e sem disparo não sobra nem a pré-gravação da câmera.
Fora isso, no varejo você quase sempre chega ao vídeo pelo horário, vindo do sistema de caixa. Gravação por evento não responde a esse tipo de busca. Explicação completa aqui.
Montando na prática
Desta parte para baixo o texto fica mais técnico.
Onde apontar as câmeras
- Uma por caixa, de cima e um pouco atrás. Precisa mostrar a gaveta, as mãos e o produto passando. Essa é a câmera que mais paga o investimento.
- Porta de entrada, na altura do rosto.
- Gôndola de item caro. Em farmácia, o balcão de medicamento controlado.
- Estoque e área de recebimento.
- Posto: uma por ilha de bomba, mais uma na saída com a placa legível.
O ajuste que mais falha: o relógio
Se você vai cruzar cupom com vídeo, o horário da câmera precisa bater com o do sistema de caixa. Câmera com relógio atrasado alguns minutos faz você procurar no lugar errado e concluir que não tem nada lá.
Deixe o NTP ligado na câmera e no DVR, com o fuso certo, e confira depois do horário de verão ou de uma queda de energia. Leva um minuto e evita muita dor de cabeça.
Quantos dias guardar
Diferença de caixa costuma aparecer no fechamento do dia, então 7 dias já resolve boa parte. Mas conferência de estoque e inventário são mensais, e reclamação de cliente demora. Muita loja fica com 30 dias no caixa e 7 dias no resto. Na b-cam esses dois prazos convivem, porque a retenção é escolhida câmera por câmera.
Qualidade e custo
A cobrança é por kbps, então o preço acompanha a qualidade que você configura na câmera:
- Caixa: resolução alta e FPS normal. É onde você precisa ver a cédula e a mão.
- Salão e corredor: taxa de bits menor resolve bem.
- Loja pequena com uma câmera só: se o que você quer é aviso no celular quando alguém entrar, o aplicativo do fabricante já faz isso. A b-cam é para quando você precisa voltar no tempo.
- Rede com várias lojas: todas as câmeras ficam na mesma conta, mesmo sendo de marcas diferentes, e dá para dar acesso a uma câmera específica sem entregar a conta inteira.
Uma coisa que a gente precisa dizer
A b-cam grava o que chega pela internet. Se a sua internet cair, ou faltar energia, aquele pedaço não sai do seu local e não vai estar na nuvem depois.
Por isso o certo é ter as duas coisas. O DVR ou o cartão da câmera é a primeira cópia e grava mesmo sem internet. A b-cam é a segunda cópia, fora do local, e é o que sobra quando levam o DVR, quando o HD queima ou quando alguém apaga as imagens. Uma cobre a falha da outra.
Vale ligar o alerta de câmera parada. Assim você descobre no mesmo dia que uma câmera deixou de mandar vídeo, e não no dia em que precisar da gravação.
Calcular o preço das suas câmeras
O preço sai da qualidade que você configura na câmera (medida em kbps) e dos dias que quiser guardar, a partir de 3. Os dois são escolhidos câmera por câmera e podem mudar depois. Veja também por que gravamos 24 horas, a lista de câmeras compatíveis e os outros casos de uso.
