Câmera para indústria, obra e linha de produção

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Depois de um acidente de trabalho, ninguém precisa do instante do acidente. Todo mundo já sabe o que aconteceu. O que a investigação precisa são os minutos antes, que é onde está a causa.

O que costuma dar problema

  • Acidente de trabalho. A apuração quer saber se a proteção estava no lugar, se o procedimento foi seguido, se alguém passou por onde não devia. Nada disso aparece no instante do acidente.
  • Quase acidente. É o mais valioso e o mais difícil de registrar, porque não gera ocorrência nenhuma. Sem gravação contínua ele simplesmente não existe.
  • A pré-gravação da câmera não cobre isso. Ela guarda alguns segundos antes do disparo, o que é ótimo para ver o começo de uma ocorrência. Só que a apuração de acidente pergunta o que estava acontecendo dez minutos antes, e isso são minutos, não segundos.
  • Peça saiu errada e o lote inteiro voltou. A causa está em algum turno, em alguma hora. Você vai procurar de trás para frente.
  • Parada de máquina. Rever o que foi feito antes de a linha parar costuma responder em minutos o que levaria dias de reunião.
  • Obra. Medição de etapa, entrada de material e discussão com empreiteiro. Tudo se resolve com data e hora.

Por que o backup precisa ser fora do local

Em uma investigação de acidente, a gravação vira prova. E prova que fica no mesmo galpão, no mesmo DVR, com acesso de quem trabalha ali, é prova frágil. Ela pode ser apagada, por má intenção ou por engano, e às vezes o próprio equipamento se perde no incidente.

Com uma cópia na nuvem, o vídeo já está fora antes de qualquer coisa acontecer. E o acesso à conta é separado do pessoal da operação.

Montando na prática

Desta parte para baixo o texto fica mais técnico.

Onde apontar as câmeras

  • Máquinas com risco de prensa, corte ou esmagamento. Enquadre a área de alcance do operador.
  • Circulação de empilhadeira. Cruzamento de pedestre com empilhadeira é onde mais acontece.
  • Ponto de troca de turno. Muito problema nasce na passagem de serviço.
  • Entrada de material e expedição.
  • Obra: uma câmera alta cobrindo o pano geral, e uma no portão de entrada de material.

Cuidados com ambiente pesado

Em indústria a câmera sofre mais que o normal. Poeira, vibração, vapor e variação de luz derrubam a qualidade da imagem sem ninguém perceber. Duas coisas ajudam bastante:

  • Grau de proteção. Área externa ou molhada pede corpo IP66 ou melhor, e onde tem impacto vale olhar o índice IK.
  • Contraluz. Portão aberto de dia estoura a imagem e some com quem está entrando. Ligue o WDR da câmera ou reposicione para o sol não bater de frente.

Como o vídeo sai do local, dá para conferir de longe se cada câmera continua enxergando bem, sem precisar ir até o painel do DVR.

Quantos dias guardar

A investigação de um acidente sério não termina em uma semana, e a de um lote com defeito pode começar meses depois. Quem trata câmera como parte da segurança do trabalho costuma ficar em 30 dias ou mais nas câmeras críticas, e menos no resto. Na b-cam a retenção é definida câmera por câmera, então essa mistura é normal.

Qualidade e custo

A cobrança é por kbps. Em planta grande, com muitas câmeras, é aqui que a conta se decide:

  • Câmeras de área de risco: mantenha resolução e quantidade de quadros. Gesto rápido some se o FPS estiver muito baixo.
  • Câmeras de pano geral e pátio: taxa de bits baixa e FPS reduzido. Você quer contexto, não detalhe.
  • Escolha os canais. Numa planta com 60 câmeras, dificilmente todas precisam de cópia na nuvem. Selecione as que responderiam uma pergunta séria.
  • Marcas misturadas. Planta antiga costuma ter câmera de três fabricantes. A b-cam grava qualquer uma que fale RTSP, RTMP ou MJPEG, na mesma conta.

Uma coisa que a gente precisa dizer

A b-cam grava o que chega pela internet. Se a sua internet cair, ou faltar energia, aquele pedaço não sai do seu local e não vai estar na nuvem depois.

Por isso o certo é ter as duas coisas. O DVR ou o cartão da câmera é a primeira cópia e grava mesmo sem internet. A b-cam é a segunda cópia, fora do local, e é o que sobra quando levam o DVR, quando o HD queima ou quando alguém apaga as imagens. Uma cobre a falha da outra.

A mesma câmera grava em dois lugares ao mesmo tempo: no DVR ou cartão que fica no local, e na nuvem da b-cam, fora do local. Se a internet cai, o DVR continua gravando. Se levam o DVR, a gravação continua na nuvem.
Nenhuma das duas cópias cobre tudo sozinha. Juntas, cobrem.

Vale ligar o alerta de câmera parada. Assim você descobre no mesmo dia que uma câmera deixou de mandar vídeo, e não no dia em que precisar da gravação.


Calcular o preço das suas câmeras

O preço sai da qualidade que você configura na câmera (medida em kbps) e dos dias que quiser guardar, a partir de 3. Os dois são escolhidos câmera por câmera e podem mudar depois. Veja também por que gravamos 24 horas, a lista de câmeras compatíveis e os outros casos de uso.